Drex 2026: o projeto do Banco Central não foi cancelado, mas foi adiado e mudou de rumo. A rede blockchain do piloto ficou de fora por enquanto, e o foco passou para o crédito com garantia. Neste post, atualizamos nosso texto sobre o Drex Real com o que o Banco Central diz hoje.
Atualizado em outubro de 2026.

Drex 2026: resumo rápido
- O Banco Central afirma que o Drex segue como projeto prioritário e estratégico.
- A plataforma de blockchain usada no piloto (Hyperledger Besu) não será usada na fase 3.
- A nova fase foca em validar ativos usados como garantia de crédito (conciliação de gravames).
- A tokenização foi adiada, mas não abandonada.
- O Drex não substitui o Pix e não está disponível para o público.
O que é o Drex, em poucas palavras
O Drex nasceu como o projeto de real digital do Banco Central. A ideia era criar uma infraestrutura para negociar ativos digitais com mais segurança, usando contratos inteligentes. O piloto começou em 2023, e o Banco Central selecionou 16 participantes na primeira etapa, conforme a página oficial do projeto.
No nosso post de 2024, explicamos o conceito básico. Naquela época, o plano era operar o Drex sobre uma rede blockchain permissionada. Esse ponto mudou.
O Drex foi cancelado em 2026?
Não. Em novembro de 2025, reportagens apontaram que o Banco Central desligaria a plataforma do piloto. Muitos veículos noticiaram isso como o “fim do Drex”. Porém, o Banco Central respondeu em nota que o projeto segue como prioritário e estratégico, segundo o Cointelegraph Brasil, que cita informações dadas ao Valor Econômico.
Portanto, o termo mais preciso é “adiado e reformulado”. O que terminou foi a fase de testes sobre a rede blockchain. O projeto, em si, continua.
Drex 2026 sem blockchain: o que mudou na infraestrutura
Em agosto de 2025, o coordenador do projeto, Fabio Araujo, antecipou a mudança durante o evento Blockchain Rio. Segundo o Seu Dinheiro, o plano passou a ter duas etapas. Primeiro, uma versão simplificada, sem a tecnologia de registro distribuído (DLT). Depois, a evolução para tecnologias mais maduras.
O principal motivo foi a privacidade. As soluções testadas no piloto não atingiram a maturidade exigida pelo sistema financeiro. Além disso, a transparência típica da blockchain conflita com o sigilo bancário e com a LGPD.
Na prática, a fase 3 deve tratar da conciliação de gravames. Em outras palavras, o sistema vai verificar se um bem, como um veículo ou um imóvel, já serve de garantia em outro empréstimo. Hoje, esse processo é lento e depende de várias instituições.
Tokenização no Drex 2026: adiada, mas não abandonada
Tokenizar significa representar um ativo, como um título ou um recebível, por um registro digital. Esse era o coração do projeto original. Agora, a tokenização ficou para uma etapa posterior.
Segundo o Banco Central, a DLT continua no horizonte. A ideia é usá-la na liquidação de ativos do mundo real tokenizados (RWA), mas isso não é o foco da fase 3.
Enquanto isso, o mercado avança por conta própria. De acordo com o Valor Econômico, citado pelo Let’s Money, Anbima, B3, Núclea e Cerc tocam projetos próprios de tokenização. Essas fontes também indicam que a retomada do piloto do Banco Central só é esperada para 2027. Trata-se de uma expectativa de mercado, e não de um cronograma oficial.
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O Drex substitui o Pix?
Não. Os dois têm funções diferentes. O Pix é o meio de pagamento instantâneo que você usa todos os dias. Ele continua funcionando normalmente e não depende do Drex.
Já o Drex é uma infraestrutura para operações entre instituições, principalmente crédito e ativos financeiros. Por isso, nesta fase, o público não tem como usar o Drex nem comprá-lo.
O que o Drex 2026 muda para o investidor
No curto prazo, nada muda na sua carteira. Além disso, não existe aplicativo oficial nem saldo em Drex. Portanto, desconfie de qualquer oferta de “compra de Drex”.
No longo prazo, o crédito com garantia pode ficar mais barato e rápido. Também é possível que ativos como títulos públicos sejam usados como garantia com menos burocracia. Entretanto, isso depende de decisões futuras do Banco Central. Se você quer comparar alternativas hoje, use nosso simulador de investimentos e entenda melhor o Sistema Financeiro Nacional.
Perguntas frequentes sobre o Drex 2026
O Drex já foi lançado?
Não. Até a data desta atualização, não há uma data oficial divulgada para o lançamento ao público.
O Drex vai usar blockchain?
Não na fase 3. Segundo o Banco Central, a DLT continua como objetivo de longo prazo, principalmente para a liquidação de ativos tokenizados.
O Drex é uma criptomoeda?
Não. Ele não é uma criptomoeda e não tem preço variável. Diferente do Bitcoin, o projeto é conduzido pelo Banco Central.
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Este conteúdo é educacional e não é recomendação de investimento. As informações sobre o Drex podem mudar conforme novos comunicados do Banco Central. Confira sempre a página oficial do projeto.




